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Para validar seus resultados, Aurimery, orientada pela professora Ruth Guinsburg, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), utilizou três escalas validadas de dor, baseadas em expressões faciais, choro, movimentos de braços e pernas, entre outras características. E concluiu que, isoladas, as duas práticas (colo e água com açúcar) diminuem em 30% a ocorrência da dor. Porém, quando aplicadas juntas, os episódios dolorosos são reduzidos pela metade. Especialistas em neonatologia - subespecialidade da Pediatria que trata de crianças desde o nascimento até o 28º dia de idade - afirmam que, nos primeiros momentos após o nascimento, os bebês enfrentam cerca de 100 episódios dolorosos, como o teste do pezinho, a aplicação de injeção de vitamina K e a coleta de material para exame. De acordo com Aurimery, a pesquisa mostra que “tratar a dor é ético e humanitário”, principalmente em pacientes que não conseguem verbalizar seu desconforto, como é o caso dos bebês neonatos. |